Basta ser um filme Almodóvar para saber-se que se trata de um clássico, ele é uma grife e consegue como ninguém, misturar artes, como pintura, música e teatro. Em " La Piel que Habito " estão presentes as criações de Louise Bourgeois quase como personagens. Baseado num romance de Thierry Jonquet, narra a história de um cirurgião plástico obcecado em criar a pele perfeita. O longa vai muito além do que se pode supor pela sinópse, mal passando pelo tema da cirurgia plástica em si. Navega entre sobrevivência, poder, hipocrisia e transexualidade tema que costuma motivá-lo. Banderas tem o papel de um cirurgião plástico, frio e distante suscita pena em alguns momentos e repúdio ao se revelar um monstro. Mas é um filme que faz pensar que nos leva a continuar assistindo em nossas mentes e a questionar sobre a essência do que nos faz ser o que somos.




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