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sábado, 21 de janeiro de 2012

2012 UM NOVO CENÁRIO PARA O FIM DO MUNDO



Para quem assistiu – e se impressionou – com o filme 2012, do diretor Roland Emmerich, o livro 2012, a História é um mergulho certeiro naquilo que o roteiro cinematográfico apenas tangenciou. E, para quem deixou de impregnar-se dos aspectos pouco científicos do filme-catástrofe, a obra de John Major Jenkins que a Larousse lança no Brasil é uma oportunidade única de tomar conhecimento da sabedoria e antevisão dos antigos maias – civilização que ocupou a América Central entre o séculos XX a.c. e X da nossa era.
Jenkis é um pesquisador independente da cultura maia e há três décadas tem-se dedicado a investigar, interpretar e reconstruir a cosmologia e filosofia desse povo. Ele já escreveu nove livros sobre o tema e em 2012, a História preocupa-se academicamente em destronar mitos e teorias pseudocientíficas que se apropriaram do legado maia para, “baseadas no medo e no marketing alarmista, criar questionáveis cenários de fim do mundo”.
“Há evidências zero de que os maias tenham previsto o fim do mundo em 2012”, diz Jenkins. O cientista assegura, ainda, que o calendário maia não acaba em 2012 e o que há são interpretações errôneas sobre os ciclos de tempo estimados por eles. Em 2012, para a História Jenkins mostra que esta civilização pré-colombiana conseguiu prever com exatidão o alinhamento do sol no solstício com a Via Láctea em dezembro de 2012 e que este raro fenômeno cósmico não é a data do fim do mundo, mas, ao contrário, uma possibilidade de renovação.
“O mundo precisa passar por uma reviravolta, revertendo os valores de uma ética dominadora e egoísta para estratégias de colaboração que era o ideal das sociedades indígenas”, prega Jenkins. E é assim, juntando ciência, filosofia e messianismo que em 2012, a história chega mais próxima de decifrar, através do calendário maia, o real significado da data de 21 de dezembro de 2012 e o que ela, de fato, pode representar.

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